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Em fevereiro tem carnaval

18 de fevereiro de 2016 / por

Nunca fui uma foliã. Passei 23 anos da minha vida sem sequer ter ido a um bloco – o que é muito grave, ainda mais morando no Rio de Janeiro. Não tinha nem como dizer que não gostava, por que nunca tinha visto de perto a tal ~festa da carne.

Daí, 2014 chegou e curti meu primeiro carnaval. Maravilhoso. Eu tava nos lugares certos, com as pessoas certas, que me mostraram um mundo novo, em prol da alegria, da criatividade e do excesso. No ano seguinte, estava lá de novo: ainda mais empolgada, com direito a ida prévia ao Saara pra comprar muito glitter e acessórios – não sou uma pessoa de fantasias -, levantando cedo da cama e indo dormir tarde a beça. Bloco, festa, bloco, festa. Inesquecível.

Com as experiências anteriores, consegui perceber o que eu realmente gostava no carnaval, comecei a editar melhor minhas escolhas e as minhas loucuras – aliás, acho que não só em relação à data, mas na vida também. E, em 2016, foi melhor do que o planejado. ~Comecei os trabalhos~ no final de semana anterior ao oficial, fui a quase todos os blocos que eu queria, estava perto das minhas melhores amigas e até sobrou glitter – mas posso garantir que não economizamos. :)

O fim do feriado teve direito à ressaca mais agradável que eu já tive: Jorge Ben Jor no Circo Voador. Eu amo aquele lugar e tava ansiosa pra ver o dono de tantos hits pela primeira vez ao vivo. A vida e suas primeiras vezes, né?

Já tinha assistido algumas apresentações dele e sabia como seria. “Jorge da Capadócia”, “O telefone tocou novamente”, “Que maravilha”, “Zazueira”, “Ive Brussell”, “Menina mulher da pele preta” e mais outros incontáveis sucessos que, ao longo desses mais de 50 anos de história na música, fizeram o público cantar, dançar e jogar suas últimas serpentinas.

“Magnólia”, uma das minhas preferidas e a que eu mais desejava ouvir naquela noite, também aconteceu meio tímida e delicada, como é. ♥

No entanto, acho que Ben Jor não estava na mesma sintonia que a gente. Apesar de animado e cheio de energia, ele estava visivelmente nervoso, se desentendendo com a banda e procurando o tom certo com o baterista – que eu até hoje não sei se encontrou. Em “Take it easy my brother Charles”, a situação complicou mais. A treta completa você pode ver aqui e a retratação aqui. “Errare humanum est”.

Pela situação ter esfriado o show, a carta na manga usada pelo cantor foi apresentar a surpresa da noite: Marisa Monte, que o acompanhou em “Descalço no parque” e “Balança pema” – que tá no primeiro CD da cantora e que ajudou a impulsionar sua carreira.

Tá, é isso. O carnaval acabou, a gente precisa aceitar. O meu clichê “feliz ano novo” a todos.


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Comportamento

Sobre enxergar através da janela do ônibus

23 de novembro de 2015 / por

Há quase dois meses escrevi esse texto aqui, falando o quanto tava difícil administrar tudo – e ainda tá. Daí, marquei minhas férias, resolvi que era o momento de desacelerar e fui viajar, como contei no último post.

Nós desembarcamos no Aeroporto de Carrasco, na capital do Uruguai, compramos nossas passagens de ônibus e fomos direto pra Punta Del Este. Cerca de duas horas depois começaria, de fato, a nossa tão inesperada viagem e o nosso tão esperado descanso – principalmente mental.

O tempo passou, conhecemos a cidade, andamos tudo, nos perdemos, nos achamos, contemplamos a natureza – tô tão #gratidão ultimamente, que vocês não têm ideia -, nos divertimos. E já era a hora de chegar ao nosso outro destino: Montevidéu.

estrada punta del este - montevideo - just found - camila oliveira - 2
a tal viagem de punta pra montevidéu

Chegamos na rodoviária e pegamos outro ônibus. Dessa vez, por causa de um acidente, demoramos um pouco mais na estrada. Nesse meio tempo, comecei a perceber uma coisa: como é difícil relaxar. A cobrança – nossa e do mundo – por estar em movimento, otimizando tempo, é tão grande, que, muitas vezes, não conseguimos apenas não fazer nada. Era isso mesmo: eu tava nas minhas férias me culpando por estar fazendo vários nadas e querendo otimizar meu tempo “perdido” naquela estrada, de alguma maneira. É complicado apenas olhar pela janela e enxergar através do vidro.

Bom, melhor falar por mim e usar o singular – mas espero que mais alguém compartilhe desse sentimento comigo.

Lembro da primeira vez que ouvi a palavra “flanar”. Foi na faculdade, não me lembro muito bem a matéria, mas aquilo ficou na minha cabeça. Penei um pouco pra não julgar esse verbo como algo pejorativo. O termo “flâneur” vem do francês e significa vagabundo/preguiçoso. Mas, no séculos XIX, ganhou um novo significado, dado pelo poeta/teórico Charles Baudelaire: alguém que anda pela cidade com o objetivo de experimentá-la. Comentando brevemente, flanar é andar por aí sem objetivo, dar atenção ao corriqueiro e estar aberto às possibilidades.

Há um tempo, tô tentando praticar um pouco disso na minha vida e enxergar o simples têm me ajudado a viver de uma forma mais leve e sensível – no melhor sentido da palavra. Então, vamos flanar um pouquinho que não faz mal a ninguém. :)


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Check-In

10 coisas que você precisa saber antes de ir para o Uruguai (Montevidéu, Colonia Del Sacramento e Punta Del Este)

18 de novembro de 2015 / por

Olha quem é que tá de volta!

Não sei se todo mundo acompanha o blog nas redes sociais – aliás, segue no Instagram e curte a fanpage aí :) -, mas, na última semana, fui conhecer o Uruguai. Foi uma viagem incrível e inesperada. Eu tava precisando desligar um pouco da vida real, então foi uma boa escolha!

Pra contextualizar, foi tudo mais ou menos assim: combinei de tirar férias junto com a Lara – minha amiga maravilhosa baiana que mora em SP – e não tínhamos pretensão de viajar pra fora do país por causa dos preços, né – não tá fácil. Nossa ideia era, no máximo, ir pra Inhotim ou pra Bahia ou até ficar pelo Rio mesmo. Daí, do nada, encontramos uma promoção ótima de passagem, saindo do Rio direto pra Montevidéu. Por que não ir? Compramos e três semanas depois já estávamos embarcando. Foi tudo bem em cima da hora – fechamos as hospedagens dias antes, inclusive – e deu tudo mais que certo. :)

Pensando em aliviar o lado de quem teve pouco tempo pra organizar a viagem, eu e a Lara reunimos alguns pontos importantes que você precisa saber antes de se aventurar pelo Uruguai (Colonia Del Sacramento, Punta Del Este e Montevidéu).

1. Troque o mínimo possível de dinheiro no Brasil
Apesar de alguns estabelecimentos aceitarem reais, dólares e cartões de crédito/débito, a melhor forma de pagamento – e a que eles mais usam – é a moeda local, os pesos uruguaios – o que é um saco, porque ninguém merece ficar pagando tudo em dinheiro. Nós trocamos no Brasil uns R$200 cada uma, só pra chegar bem, sem perrengue, e deixamos pra intercambiar o resto lá. Por aqui, a cotação tava em torno de R$0,17 por peso uruguaio, e em Montevidéu tava uns R$0,13. Parece pouco, mas faz muita diferença no final.

2. O tempo muda toda hora: esteja preparada
Nas três cidades que a gente ficou, mas principalmente em Montevidéu, o tempo é bem doido. De manhã abria um sol, mais pro fim da tarde nublava, abria de novo, e depois ficava bem friozinho. Por isso, é bom levar um casaquinho mais leve – tipo cardigã ou camisão jeans – e um lenço pra qualquer eventualidade, ainda mais se for bater perna o dia todo.

3. Protetor solar é mais que indispensável
Sempre que eu vou sair pra uma caminhada mais longa, aplico protetor nas tatuagens e reforço no rosto. Só que isso não foi o suficiente por lá. Como o clima tava fresquinho – em torno de uns 18ºC – , a gente não sentiu o sol queimar tanto e o resultado foi aquela vermelhidão logo no primeiro dia. Aprendemos a lição e nos enchemos de filtro no corpo todo, todos os dias, independente do clima.

4. Vegetarianos/veganos, estejam preparados pra sofrer
Quando alguém ia me dar alguma dica imperdível de restaurante e eu dizia que era vegetariana, a resposta era “ihhhhh”, com ar de “tá ferrada, miga”. Os uruguaios comem muita carne vermelha, frutos do mar e é isso. Não existe uma grande quantidade de lugares vegetarianos e veganos, então é bom pesquisar antes. Achamos alguns restaurantes ótimos – vai ter post! -, mas, de fato, é bemmm minoria no país.

5. Comida no Uruguai é caro
Nunca vou esquecer do dia que paguei cerca de R$40 por uma salada minúscula e ruim num restaurante a kilo em Punta Del Este! haha. Principalmente nas cidades menores, como Punta e Colonia, a comida é bem mais cara. É bom pesquisar, pedir indicações pra galera do hotel/hostel, porque, muitas vezes, paga-se caro por comida mediana a ruim, como foi o caso da minha saladinha. :~

6. Povo maravilhoso, mas…
Nós amamos o povo uruguaio! Uma galera fofa, solícita, que adora brasileiros e está sempre disposta a ajudar. Fomos bem atendidas em 90% do tempo que passamos lá! Porémmmm, os homens são muito machistas! Os caras olham, invadem a privacidade, constrangem. É absurdo!

7. A crise tá aí
Se você espera ver muitos brasileiros por lá, pode esquecer. Por conta da crise, esse ano, os hotéis/hostels estão bem mais vazios. Em uma das nossas hospedagens, na mesma época em 2014, tava lotado, com 70% de brasileiros. Na semana passada, só tinha a gente. :/

8. Haja perninhas!
Invista em sapatos confortáveis pra andar e andar muito. Como as cidades não são muito grandes e ficamos bem localizadas, fazíamos tudo a pé, num esquema sem nada muito definido, conhecendo cada cantinho. Foi demais! ♥

9. Como funciona a ~lei do Mujica~
Se você tá indo pra lá achando que é Amsterdam da América do Sul, melhor se acalmar. Há muitos anos, a maconha é descriminalizada por lá. Ou seja, ninguém era preso por fumar ou portar pequenas quantidades. E, desde essa época, já era comum as pessoas fumarem na rua, assim como cigarro. Já em 2014, o país regulamentou o cultivo e é possível ter até seis mudas da plantinha em casa para consumo próprio. No entanto, a lei é válida apenas para quem reside no país e é cadastrado. Tem mais infos aqui.

10. Um país de cachorreiros
A gente ama cachorros por aqui, mas lá parece que são ainda mais dog person que a gente. Os bichinhos geralmente ficam soltos ao lado dos donos, caminhando pelas ramblas – assim que eles chamam os calçadões das praias deles -, uma fofurinha! E o povo não parece ter preferência por raças, já que a maioria dos que a gente viu eram SRD. :)

É isso, gente! Espero vir com mais posts sobre a viagem logo, logo. :)


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